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Publicações

v. 23 n. 2 (2018)

Sensível aos debates que pautam nossos dias a Revista Philósophos tem a satisfação de apresentar, neste segundo volume de 2018, um dossiê de filosofia política cujo mote “Pensar a cidade” articula temas como direitos humanos, democracia, ontologia política, nacionalismo, dominação política e congrega autores de diversas perspectivas como Rousseau, Bolívar, Foucault, Antonio Negri e Henri Lefebvre. Comprometida, também, com a divulgação da melhor produção filosófica nacional, a revista apresenta alguns artigos na sessão de fluxo contínuo que tratam de temas variados, da biopolítica à filosofia da psicologia.

Seguindo as diretivas consolidadas nos últimos vinte anos, a Revista Philósophos permanece observando e promovendo as boas práticas editoriais, ensejo para agradecer às pareceristas e aos pareceristas que contribuíram com este volume e, especialmente, às autoras e autores que confiaram a nós seus textos inéditos. Em nome de toda a equipe editorial desejo a todxs uma excelente leitura!
 

Prof. Dr. Ricardo Bazilio Dalla Vecchia

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org. Alex Calheiros, Gilberto Tedeia, Maria Cecília Pedreira

Quando filosofia e vida se encontram  
 

O que significa refletir sobre o mundo pela via da filosofia? Como os tempos atuais nos convidam a transitar pelos autores e temas do pensamento político? Estas duas questões se encontram intimamente ligadas neste cuidadoso trabalho Filosofia, Política & Engajamento. Os modos de relacionamento entre teoria e prática se transformam junto com as mudanças que adotamos em nossas formas de vida. Há tempos experimentamos uma valorização das relações entre filosofia e política cujos encontros se expressam em uma qualificada história da obra dos autores que abordaram as temáticas afins. Este percurso se traduz nos dias atuais por meio da análise crítica da democracia, a qual nos demanda a compreensão das possibilidades de ruptura e engajamento dos filósofos e de suas reflexões. Se as últimas gerações de pesquisadores em filosofia no Brasil nos legaram a introdução ao pensamento clássico e tradicional, a atual produção filosófica tende a nos apresentar os grandes temas e pensadores sob a ótica da multiplicidade dos conflitos vividos no contemporâneo. As rupturas e os engajamentos não se encontram fora do pensamento, mas são os modos próprios do fazer e da produção do conhecimento. E o saber e sua produção são práticas políticas. O intelectual deixa de ser a consciência representativa do mundo e passa a exercer processos criativos de descolonização do pensamento. Este livro nos convida a tornar visível aquilo que está perto, intimamente relacionado a nós, nos auxiliando a ver o que já vemos através de um deslocamento do olhar proporcionado pela filosofia política.
 

Edson Teles

Professor de Filosofia Política

Unifesp

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Editora: Alameda
Ano de publicação: 2019
Páginas: 398 

org. Maria Cecília Pedreira de Almeida, Douglas Ferreira Barros,
Marco Antônio Sousa Alves 

Editora: EDITORA CRV
Ano de publicação: 2020
Páginas: 208 

Vivemos tempos críticos em que as espessas sombras se deslocam veloz e ameaçadoramente avançando desde o horizonte visível rumo ao espaço que ocupamos, condição real em que a resistência transita do território analítico para o campo do imperativo prático através da articulação de diversos campos e referenciais teóricos. Dividida internamente em quatro partes, “Direito e pensamento político”, “Direito e resistência”, “Direito e decisão” e “Direito e retórica”, esta obra oferece elementos para cumprir fins reflexivos e práticos, mobilizando referenciais teóricos clássicos e contemporâneos dos quais lançam mão todos e cada um dos autores (as). Diferentes áreas do conhecimento como filosofia, direito, política e psicologia são analiticamente costuradas em suas áreas limítrofes, aproximando-as e expondo a constituição de terreno desafiador e fértil para a reflexão. Considerada a articulação dos diferentes objetos, revela-se extremamente oportuna a publicação desta obra coletiva, avaliação que certamente realizará cada um dos (as) leitores (as) que penetrar nos ricos universos de cada um dos textos, hábeis para aproximar-nos e fazer-nos compreender melhor os meandros dos tão cinzentos dias em que vivemos.

Roberto Bueno

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org. Phillipe Lacour, Maria Cecília Pedreira de Almeida, Gilberto Tedeia

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Este livro é um convite à iniciação em filosofia. Organizado por professores experientes e atentos ao contexto brasileiro, concentra-se na prática sistemática da leitura, da escrita e da fala, propondo um conjunto de exercícios introdutórios, articulados em questões que se abrem à percepção e à construção de argumentos, à composição e à exposição de comentários e dissertações. Nesse passo a passo das técnicas de base – frequentando autores como Platão, Leibniz, Kant, Bergson, Freud e Camus –, o iniciando em filosofia chega a tópicos mais avançados de apresentação escrita e de exposição oral. Desde logo, contudo, é chamado a pensar por si mesmo, a fazer uso de seu próprio entendimento e a tomar a palavra em diálogos formadores com certa tradição crítica da filosofia e das humanidades. A obra oferece uma resposta à necessidade de manuais práticos em filosofia, pois o acesso a experiências consolidadas em sala de aula é do interesse de estudantes e professores. É preciso dizer que, em tempos adversos como os que vivemos no Brasil, este livro vem a público como um passo importante para instituirmos, juntos, o nosso direito à formação.

Silvio Rosa Filho
Professor de Filosofia – Unifesp

O livro, fruto de pesquisas do Grupo de Trabalho “Filosofia e Direito”, da ANPOF (Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia), sob uma perspectiva filosófica, enfrenta diferentes temas relacionados com a democracia: os direitos do homem, a dialética entre democracia e liberdade, a possibilidade de pensar a democracia a partir de novos pressupostos, como a cooperação, e a sempre constante tensão presente nas relações entre a política e o direito. As reflexões reunidas neste livro possuem como pano de fundo as tensões entre as construções teóricas e as realidades fáticas da experiência democrática. Afinal, como evitar a captura ou a erosão da democracia na contemporaneidade? Como fazer com que a democracia não seja apenas uma ilusão?

org. Luiz Paulo Rouanet, Marco Antônio Sousa Alves, 
Maria Cecília Pedreira De Almeida 

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